A BYD fechou acordo com o Ministério Público do Trabalho da Bahia (MPT-BA) em relação ao caso de trabalho análogo à escravidão e tráfico de pessoas durante a construção da fábrica da empresa localizada em Camaçari, na Bahia. De acordo com as informações que foram divulgadas, as empreiteiras Jinjiang e Tonghe terão que pagar R$ 40 milhões de indenização.

Ainda seguindo com as informações que se tornaram públicas sobre esse acordo, caso as empreiteiras não façam o pagamento, será aplicada uma multa de R$ 20 mil por cada prestador de serviço prejudicado. A BYD entraria apenas como a garantidora do acordo, podendo ser citada caso as empreiteiras não cumpram os termos.
Esse acordo foi o resultado de uma ação civil que foi aberta originalmente em maio de 2025. Na época, o valor pedido havia sido de R$ 257 milhões por “danos morais coletivos”. O acordo define que R$ 20 milhões devem ser destinados aos trabalhadores que foram resgatados por danos morais individuais, o que daria cerca de R$ 89 mil para cada um dos 224 colaboradores.
Já a outra metade do valor do acordo será destinada para instituições indicadas pelo próprio MPT. Neste caso, o dinheiro será depositado em uma conta judicial e será pago por danos morais coletivos.
O caso foi aberto em novembro de 2024, quando uma inspeção feita pelo Ministério Público do Trabalho identificou condições consideradas degradantes para os funcionários que estavam trabalhando nas obras do complexo de Camaçari, na Bahia.
Segundo o órgão, todos estavam em “situação análoga à escravidão”. O ministério também abriu uma investigação para apurar se as empresas terceirizadas contratadas pela BYD estariam envolvidas em tráfico de pessoas. Foram identificadas muitas pessoas que entraram de forma irregular no país.