A Honda vai destinar R$ 3,3 bilhões adicionais à operação brasileira entre 2026 e 2030, com a construção de duas unidades produtivas no complexo de Manaus (AM). O plano prevê elevar a capacidade instalada para 2,3 milhões de motocicletas por ano em 2029 e criar 2.000 empregos diretos.
O aporte se soma ao investimento de R$ 1,6 bilhão anunciado anteriormente. A expansão foi apresentada durante uma coletiva de imprensa ligada às comemorações dos 50 anos da fabricante no país.
Complexo terá quatro unidades produtivas
A estrutura industrial da Honda em Manaus conta hoje com duas unidades produtivas, que abrigam quatro linhas de montagem. O projeto acrescentará outras duas unidades dentro do próprio complexo, cada uma equipada com uma linha de montagem e processos fabris complementares.
A fabricante não divulgou quando essas instalações entrarão em funcionamento. Também não informou a capacidade instalada atual, apresentando apenas a meta para 2029. Esse indicador representa o potencial de fabricação, não um volume de produção já confirmado.
Atualmente, a operação emprega 9.000 pessoas diretamente. Os 2.000 novos postos previstos no anúncio darão suporte ao crescimento da atividade industrial.
Base brasileira atende também ao exterior
Instalada na Zona Franca de Manaus desde 1976, a fábrica concentra toda a fabricação de motocicletas da Honda no Brasil. Ao longo de cinco décadas, o complexo já superou a marca de 33 milhões de unidades montadas.
A trajetória dessa operação também está representada no espaço que reúne 37 motos da Honda na fábrica de Manaus, ligado às comemorações da marca.
Hoje, saem do complexo 7.200 motocicletas por dia. São 20 modelos, com motores entre 110 cm³ e 1.100 cm³. Além de abastecer o mercado brasileiro, a unidade exporta para 19 países, incluindo Estados Unidos, Austrália e México.
Segundo a empresa, essa é sua operação de motocicletas com maior integração de processos industriais no mundo. Componentes como chassis, rodas, assentos e motores são produzidos internamente. No país, a rede reúne mais de 1.200 pontos de venda e mais de 120 fornecedores diretos.
Liderança no mercado e eletrificação
Com participação de 64,05% no mercado nacional de motos, a Honda busca preservar a liderança. O percentual já esteve próximo de 80%, mas recuou com o avanço da concorrência. Mesmo assim, a fabricante afirma que suas vendas continuam crescendo.
Durante a coletiva, os executivos também foram questionados sobre motocicletas eletrificadas. Não houve confirmação de lançamentos para o Brasil. A empresa informou que acompanha as necessidades de cada mercado e dos consumidores.
Para a operação brasileira, a prioridade declarada segue sendo a tecnologia FlexOne, que permite abastecer as motocicletas com etanol ou gasolina.
Fonte: AutoPapo
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