A Honda apresentou a linha 2027 da X-ADV no mercado brasileiro. O modelo chega às concessionárias de todo o país a partir de agosto, mantendo a proposta que mistura elementos de scooter urbana, motocicleta aventureira e desempenho de média-alta cilindrada.
A X-ADV ocupa uma posição pouco comum dentro do mercado nacional. Ela não é uma scooter convencional, mas também não se encaixa exatamente entre as big-trails. A ideia da Honda é oferecer praticidade para o uso urbano, câmbio automatizado, posição de pilotagem confortável e capacidade para enfrentar trechos de terra ou pisos ruins com mais segurança que uma scooter tradicional.
Para a linha 2027, as principais novidades estão nas cores. A motocicleta passa a ser vendida nas tonalidades Branco Perolizado Fosco, chamada oficialmente de Mat Pearl Glare White, e Preto, identificado como Graphite Black. A garantia de fábrica é de três anos, sem limite de quilometragem.
O pacote mecânico permanece o mesmo. A X-ADV 2027 usa motor bicilíndrico paralelo de 745 cm³, com arrefecimento líquido. O conjunto entrega 58,6 cv de potência e 7,03 kgfm de torque, números suficientes para uso em rodovias, viagens curtas e deslocamentos diários com sobra em relação a scooters menores.
A transmissão é um dos principais diferenciais do modelo. O câmbio DCT de dupla embreagem permite trocas totalmente automáticas ou manuais por comandos no guidão. Na prática, o piloto pode usar a moto com a facilidade de uma scooter, mas com funcionamento mais próximo ao de uma motocicleta de maior cilindrada.
O acelerador eletrônico Throttle By Wire também permite diferentes modos de pilotagem. A X-ADV oferece quatro programas pré-configurados: Sport, Standard, Gravel e Rain. Além deles, há dois modos personalizáveis, chamados User 1 e User 2. Esses ajustes alteram resposta do motor, atuação do câmbio e controle de tração conforme o tipo de uso.
O controle de tração HSTC, sigla para Honda Selectable Torque Control, também faz parte do pacote. O sistema ajuda a reduzir perdas de aderência em pisos escorregadios, trechos de terra, chuva ou superfícies de baixa tração. Para um modelo com proposta aventureira, esse recurso é especialmente relevante.
Na ciclística, a X-ADV utiliza chassi tubular de aço, suspensão dianteira invertida de 41 mm e suspensão traseira Pro-Link com balança de alumínio. Tanto a dianteira quanto a traseira têm regulagem de pré-carga, permitindo ajustar o comportamento conforme peso, garupa ou bagagem.
As rodas raiadas reforçam a proposta mista. Na dianteira, a roda tem 17 polegadas. Na traseira, são 15 polegadas. Os freios contam com ABS de dois canais, calibrado para uso tanto no asfalto quanto em trechos de terra.
A ergonomia também segue como um dos pontos fortes. O para-brisa tem ajuste em três posições, o assento fica a 820 mm do solo e há compartimento de 22 litros sob o banco. O espaço inclui tomada USB-C e iluminação de cortesia, recursos úteis no uso diário.
O painel digital TFT de 5 polegadas reúne as principais informações de condução e trabalha em conjunto com comandos retroiluminados no punho esquerdo. A lista ainda inclui chave presencial Smart Key e sistema ESS, que aciona as luzes de freio em situações de emergência.
A Honda também oferece assistência 24 horas pelo programa Honda Assistance, com cobertura no Brasil e em países vizinhos como Chile, Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia. Esse ponto reforça o posicionamento da X-ADV como modelo apto a viagens, e não apenas a deslocamentos urbanos.
Com a linha 2027, a Honda não muda a essência da X-ADV, mas mantém o produto atualizado dentro de um nicho em que praticamente não há concorrentes diretos no Brasil. A combinação de motor bicilíndrico, câmbio DCT, ciclística robusta e visual aventureiro segue como o principal argumento do modelo.
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