A nova Toyota Hilux começará a chegar às concessionárias da Argentina em dezembro de 2026, dando início ao lançamento sul-americano da linha renovada da picape. Como as unidades vendidas no Brasil também saem da fábrica de Zárate, no país vizinho, a expectativa é de que o novo modelo apareça nas lojas brasileiras nos primeiros meses de 2027.
Segundo informações obtidas pelo Autoblog Argentina e repercutidas pelo Motor1, o cronograma foi apresentado pela Toyota argentina a concessionários. As primeiras unidades destinadas ao mercado local devem chegar entre os dias 12 e 17 de dezembro.
No Brasil, a Toyota ainda não anunciou oficialmente uma data de lançamento. Há diferentes apurações sobre o cronograma nacional, incluindo previsão de estreia já em dezembro, mas as informações mais recentes relacionadas ao calendário argentino apontam para os primeiros meses de 2027.
A proximidade faz sentido porque a Hilux destinada aos mercados sul-americanos continuará sendo produzida em Zárate. Protótipos da nova configuração também já foram vistos em testes no Brasil, indicando que os trabalhos de homologação estão em andamento.
A renovação visual será extensa, embora a estrutura básica da picape continue relacionada à geração lançada em 2015. Em vez de adotar uma arquitetura completamente diferente, a Toyota aproveitou a base atual e concentrou boa parte das mudanças na carroceria, cabine, equipamentos e futuras opções de motorização.
Na dianteira, a Hilux ganha faróis mais estreitos, capô elevado e grade redesenhada. As linhas ficaram mais retas e robustas, criando a impressão de um veículo maior mesmo sem mudanças profundas nas principais dimensões.
O comprimento permanece próximo de 5,32 metros, com largura na faixa de 1,85 metro. O entre-eixos continua em aproximadamente 3,08 metros, praticamente o mesmo da Hilux disponível atualmente no Brasil.
A manutenção dessas medidas também significa preservar características importantes para um veículo utilizado tanto em cidades quanto no trabalho e fora de estrada. Em vez de apostar apenas no aumento de tamanho, a Toyota buscou atualizar a apresentação da picape sem modificar de forma radical sua base.
A cabine passa por uma transformação mais perceptível. O painel foi redesenhado e segue uma linguagem encontrada em modelos mais recentes da Toyota, como Tacoma e Land Cruiser.
Entre os destaques está uma central multimídia que pode chegar a 12,3 polegadas. Nas configurações mais equipadas, o quadro de instrumentos também será digital e terá dimensão semelhante. Apesar do aumento da presença de telas, a fabricante manteve controles físicos para algumas funções utilizadas com frequência.
No início da comercialização sul-americana, a Hilux continuará apostando no conhecido motor 2.8 turbodiesel. O conjunto entrega atualmente cerca de 204 cv e torque próximo de 50 kgfm e pode trabalhar associado ao câmbio automático de seis marchas.
A estratégia permite iniciar a transição para o novo modelo com um conjunto mecânico já conhecido pelos consumidores e pela rede de assistência. As mudanças mais importantes na propulsão deverão aparecer em etapas posteriores.
Entre elas está a Hilux com sistema híbrido leve de 48 volts. Nesse caso, o motor 2.8 turbodiesel trabalha acompanhado de um motor-gerador elétrico, que auxilia o conjunto em determinadas situações e permite reduzir consumo e emissões.
Por ser um sistema híbrido leve, a bateria e o motor elétrico não foram projetados para movimentar a picape sozinhos por longas distâncias. O objetivo é auxiliar o motor a diesel e recuperar energia em situações específicas, preservando características importantes para o uso fora de estrada.
A Toyota também prepara uma Hilux totalmente elétrica. Essa versão já apareceu em testes no Brasil, inclusive em Canaã dos Carajás, no Pará, em uma operação que indicava utilização ligada ao setor de mineração.
O modelo elétrico utiliza dois motores e bateria de 59,2 kWh. A autonomia informada para essa configuração fica em aproximadamente 240 km pelo ciclo WLTP.
Esse alcance é consideravelmente menor do que o encontrado em muitos automóveis elétricos atuais, mas precisa ser analisado de acordo com a finalidade da picape. Para frotas que trabalham em trajetos conhecidos e retornam regularmente à mesma base, uma bateria menor pode reduzir peso e custo sem necessariamente inviabilizar a operação.
A introdução dessa versão, porém, será posterior à estreia da Hilux convencional. O cronograma sul-americano prevê uma implementação gradual das alternativas eletrificadas, e ainda haverá diferenças de disponibilidade conforme o país.
A mudança de geração ocorre em um momento de competição crescente entre as picapes médias. Ford Ranger, Chevrolet S10, Mitsubishi Triton, Volkswagen Amarok e modelos de fabricantes chinesas aumentaram a pressão sobre um segmento no qual a Hilux construiu uma presença histórica.
No próprio mercado brasileiro, a Toyota continua comercializando a atual Hilux com uma gama extensa de versões. Na tabela divulgada pela fabricante em 2026, as configurações de cabine dupla ultrapassam R$ 350 mil nas opções mais caras.
Por isso, além de design e tecnologia, o posicionamento de preços será um dos pontos mais importantes da nova linha. Os valores da Hilux 2027 para o Brasil ainda não foram divulgados.
A renovação também prepara terreno para a próxima SW4, SUV construído a partir da mesma base da picape. A atualização do modelo está prevista para acontecer posteriormente na América do Sul, aproveitando parte das mudanças desenvolvidas para a Hilux.
Antes disso, os primeiros meses da nova geração serão importantes para mostrar como a Toyota pretende equilibrar uma fórmula conhecida com as novas exigências do segmento. A manutenção do motor diesel facilita a transição, enquanto a chegada gradual de sistemas híbridos e elétricos indica uma mudança de estratégia que deverá se estender pelos próximos anos.
Para o Brasil, resta principalmente a definição oficial do calendário. A produção argentina e os testes realizados por aqui deixam a chegada praticamente encaminhada, mas, com as informações disponíveis até agora, a previsão mais segura coloca a nova Hilux nas concessionárias brasileiras no começo de 2027.
Adicione o carzin como fonte preferencial no seu Google.
Ofertas de veículos
|
|
Renault Sandero GT Line 1.0 12V SCe (Flex) R$ 49.000,00 São Paulo (SP) |
|
|
Chevrolet Celta Life 1.0 VHCE (Flex) 4p R$ 19.900,00 Osasco (SP) |
|
|
Chevrolet Corsa Hatch Maxx 1.4 (Flex) R$ 22.000,00 Osasco (SP) |
|
|
Fiat Strada Trekking 1.4 (Flex) (Cabine Estendida) R$ 24.750,00 Osasco (SP) |
|
|
Ford Ka 1.0 (Flex) R$ 17.900,00 São Paulo (SP) |