Uma má notícia para quem deixou para comprar carros nestes tempos complicados de consequências globais da pandemia do novo coronavírus. A Chevrolet anunciou nesta semana que vai aumentar em 4% o preço de toda sua linha vendida no mercado brasileiro. Mas a montadora ainda não divulgou a nova tabela de preços.
De acordo com as informações que foram divulgadas pela montadora, o impacto da alta do dólar e os fechamentos de fábricas e concessionárias acabaram pesando na decisão de aumento dos preços. Todas essas medidas são consequências das mudanças globais referentes a pandemia do novo coronavírus.
A montadora afirma que as mudanças que foram anunciadas já estão valendo desde o 1º dia de maio em toda a rede de vendas que ainda funciona, mesmo com as medidas restritivas. O comunicado enviado pela montadora destaca ainda a desvalorização do real, superior a 40%, "impacta fortemente" a indústria automotiva porque os "produtos têm, em média, 40% de conteúdo importado".
“Não temos espaço para perder dinheiro, porque a dívida já é enorme e vai se duplicar. O que vamos ver é que mesmo em uma indústria pequena, haverá aumento de preços. As montadoras vão seguir a desvalorização do real. Recentemente, já houve aumento de preços que não víamos há muito tempo e veremos mais ainda”, disse Carlos Zarlenga, presidente da GM América do Sul, em comunicado
Em virtude da crise mundial, a Chevrolet diz que a cadeia automotiva, de uma forma geral, está tendo que contrair muitas dívidas para conseguir se manter funcionando. Além disso, ressalta que mesmo diante de todas as dificuldades, a prioridade é a segurança das pessoas e a manutenção dos empregos.
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