Por Rodrigo Duarte

Categoria: Mercado
Tempo de leitura: 3 minutos

A BYD confirmou que pretende disponibilizar tecnologias de direção autônoma no Brasil a partir de 2027, ampliando a estratégia de inovação que vem impulsionando o crescimento da fabricante chinesa em diversos mercados. O anúncio reforça os planos da empresa de trazer ao país recursos já utilizados em veículos vendidos na China.

confirma direção autônoma no Brasil a partir de 2027 / Créditos: Divulgação BYD

De acordo com as informações divulgadas, a tecnologia será baseada na plataforma God's Eye, sistema desenvolvido pela própria BYD para ampliar os níveis de assistência à condução. Nesse caso, o conjunto utiliza câmeras, radares, sensores ultrassônicos e inteligência artificial para monitorar o ambiente ao redor do veículo.

A proposta não envolve direção totalmente autônoma sem supervisão humana. De uma forma geral, o sistema deverá operar em níveis avançados de assistência, permitindo funções como manutenção automática de faixa, controle adaptativo de velocidade, mudanças automáticas de pista e navegação assistida em rodovias.

Outro ponto importante envolve a estrutura tecnológica necessária para o funcionamento do sistema. Os veículos equipados com a plataforma utilizarão processadores de alta capacidade e softwares atualizados remotamente, permitindo evolução contínua das funcionalidades ao longo do tempo.

Na prática, a BYD pretende competir diretamente com fabricantes que já investem fortemente em sistemas avançados de condução, como Tesla, Mercedes-Benz e BMW. Nesse sentido, a marca chinesa aposta em democratizar recursos tecnológicos que até pouco tempo estavam restritos a veículos de luxo.

A expectativa é de que os primeiros modelos equipados com a tecnologia sejam SUVs e sedãs de categorias superiores. Modelos como Seal, Han, Tang e futuros lançamentos da marca aparecem entre os principais candidatos a receber o sistema inicialmente.

BYD confirma direção autônoma no Brasil a partir de 2027 / Créditos: Divulgação BYD

Outro destaque envolve a integração entre eletrificação e condução assistida. Como a maior parte dos veículos da BYD já utiliza plataformas altamente digitalizadas, a implementação do sistema tende a ser facilitada em comparação com carros desenvolvidos originalmente para motores a combustão.

Por enquanto, a fabricante ainda não confirmou quais veículos serão os primeiros a receber a novidade nem quais funções estarão disponíveis no mercado brasileiro. Isso ocorre porque a legislação nacional relacionada à condução autônoma ainda passa por atualizações e adaptações.

Ao que tudo indica, a chegada da tecnologia em 2027 representa mais um passo da BYD para consolidar sua posição como uma das principais referências globais em mobilidade elétrica e software automotivo.

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